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Sensibilidade/entendimento – Crítica da Razão Pura – Kant

by em Junho 26, 2013

O nosso conhecimento provém de duas fontes fundamentais do espirito, das quais a primeira consiste em receber as representações (a receptividade das impressões) e a segunda é a capacidade de conhecer um objecto mediante estas representações (espontaneidade dos conceitos); pela primeira é-nos dado o objecto; pela segunda é pensado em relação com aquela representação (como simples determinação do espirito). Intuição e conceitos, constituem, pois, os elementos de todo o nosso conhecimento, de tal modo que nem conceitos sem intuição que de qualquer modo lhes corresponda, nem uma intuição sem conceitos podem dar um conhecimento. (…)
Se chamarmos sensibilidade à receptividade do nosso espirito em receber representações na medida que de algum modo é afectado, o entendimento é, em contrapartida, a capacidade de produzir representações ou a espontaneidade do conhecimento. (…) Sem a sensibilidade, nenhum objecto nos seria dado, sem o entendimento, nenhum seria pensado.
Pensamentos sem conteúdo são vazios; intuições sem conceitos são cegas. Pelo que é tão necessário tornar sensíveis os conceitos (isto é, acrescentar-lhes o objecto na intuição) como tornar compreensíveis as intuições (isto é, submete-las aos conceitos).

KANT, Crítica da Razão Pura, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 1985, págs. 88-89

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