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Aquecimento global

by em Junho 26, 2013

Os casos concretos

O aquecimento global

Talvez o problema ambiental mais amplamente discutido, especulado e divulgado na actualidade seja o do aquecimento global, relacionado com o aumento da concentração de gases com o efeito de estufa.

Embora existam outros factores envolvidos no aquecimento global – muitas vezes não contabilizados –como um aumento da actividade vulcânica e a variação da radiação solar, não há dúvida quanto a uma correspondência entre a emissão dos gases, fruto das actividades do homem, nos sectores da indústria, agricultura, doméstico e transportes, e o aumento gradual da temperatura média do planeta. Destacam-se como alguns dos principais gases com efeito de estufa o dióxido de carbono, o metano e óxido de nitroso, provenientes dos processos industriais e do uso de combustíveis fósseis (carvão e derivados do petróleo), e o ozono, produzido por automóveis antigos. O assunto não é, apesar disso, pacífico, nem quanto à quantificação dos factores envolvidos nem quanto à sua origem.

Seja como for, a realidade exige duas perspectivas de tratamento imediato: a da necessidade de aprofundar o conhecimento do fenómeno e da sua origem, e a do princípio da precaução, tendo em consideração as suas potencialmente graves consequências, imediatas e a média prazo.

Como exemplo das consequências registadas ou projectadas, temos a subida do nível médio das águas do mar, causando a invasão de terras aráveis, respectiva salinização dos solos e o consequente aumento de escassez de alimentos, a destruição de propriedades e do património, nas áreas onde habita a maior parte da humanidade. Os custos já resultantes da defesa contra o avanço do mar, em algumas partes da costa, são elevados e pagos com os recursos financeiros públicos.

Estas consequências juntar-se-ão ao elevado número de deslocados das regiões afectadas, a par da propagação de doenças pela expansão dos insectos para áreas com temperaturas atractivas e a destruição dos ecossistemas, pelas alterações na distribuição e variação anuais de precipitação.

Este cenário de futuro não pode, apesar disso, ser encarado como fatalidade. Temos de admitir que este processo de alteração climática, que a nível mundial tem sido estudado desde 1988 pela investigação de milhares de cientistas integrantes do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas, pode ser mitigado por políticas concertadas que diminuam a nossa dependência dos combustíveis fósseis. O nosso problema individual e colectivo faz, assim, parte da equação de que resultará o futuro. As previsões a longo prazo podem nunca vir a registar-se. Elas são, a maioria
delas, baseadas em modelos irrepreensíveis apenas do ponto de vista matemático.

O problema que se coloca, neste momento, é que a velocidade das alterações pode acarretar dificuldades de adaptação, a curto prazo, das espécies animais, vegetais e do próprio ser humano.

Carlos S. Almeida, José; Lourenço, João; Martins, Jorge, Área de Integração, 1ª Edição, Porto Editora, Porto, 2008, págs 144.

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