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Teoria Cartesiana do Erro Descartes

by em Junho 15, 2012

Teoria do erro

Então, de onde nascem os meus erros? Apenas e unicamente de que, como a vontade tem um campo mais lato do que o entendimento, não a contenho dentro dos mesmos limites, mas também a estendo às coisas que não compreendo: por ser indiferente a elas, a vontade deflecte facilmente do bom e do bem e, deste modo, não só o erro como também peco. (…)

Ora, quando não concebo bastante clara e distintamente o que é verdadeiro, é claro que se me abstenho de dar o meu juízo sobre uma coisa procedo rectamente e não me engano. Mas, se a afirmo ou nego, então utilizo rectamente o meu livre-arbítrio; e se me inclino para o lado falso, engano-me totalmente; se, ao contrário, abraçar o outro lado, pode (ser) que por acaso encontre a verdade, mas não estarei isento de culpa, porque é manifesto pela luz natural que o conhecimento do entendimento deve proceder sempre a determinação da vontade.

DESCARTES, RENÉ, Meditações Sobre a Filosofia Primeira, Coimbra, Livraria Almedina, pp. 173 e 175.

From → Descartes

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