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Senso Comum Karl Popper

by em Junho 15, 2012

Senso comum

A ciência, a filosofia, o pensamento racional, todos devem partir do senso comum.

Não, talvez, por ser o senso comum um ponto de partida seguro: a expressão “senso comum” que estou aqui a usar é muito vaga, simplesmente porque denota uma coisa vaga e mutável – os instintos, ou opiniões de muitas pessoas, às vezes adequados ou verdadeiros e às vezes inadequados ou falsos.

Como nos pode fornecer um ponto de partida uma coisa tão vaga e insegura como o senso comum? A minha resposta é: porque não pretendemos nem tentamos construir (…) um sistema seguro sobre esses “alicerces”. Qualquer das nossas muitas suposições de senso comum (…) da qual partamos pode ser contestada e criticada a qualquer tempo; frequentemente, tal suposição é criticada com êxito e rejeitada (por exemplo, a teoria de que a Terra é plana). Em tal caso, o senso comum é modificado pela correcção, ou é transcendido e substituído por uma teoria que, por menor ou maior período de tempo, pode parecer a certas pessoas como mais ou menos “maluca” (…). Toda a ciência e toda a filosofia são senso comum esclarecido. (…)

A minha primeira tese é, pois que o nosso ponto de partida é o senso comum e que o nosso grande instrumento para progredir é a crítica.

KARL POPPER (1975), Conhecimento Objectivo, Belo Horizonte, Editora da Universidade de São Paulo e Itatiaia Limitada, p. 42.

From → Ciência

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