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Cogito Ergo Sum Renè Descartes

by em Junho 15, 2012

Cogito ergo sum

 

“Resolvi supor que tudo o que até então encontrara acolhimento no meu espirito não era mais verdadeiro que as ilusões dos meus sonhos. Mas, logo em seguida, notei que, enquanto assim queria pensar que tudo era falso, eu, que assim o pensava, necessariamente era alguma coisa. E notando esta verdade, eu penso, logo existo (cogito ergo sum), era tão firme e tão certa que todas as extravagantes suposições dos cépticos seriam impotentes para a abalar, julguei que a podia aceitar, sem escrúpulo, para primeiro princípio da filosofia que procurava.”

 

DESCARTES, RENÉ, Discurso do Método, 1637, Trad. Newton de Macedo, p.28.

 

Segundo Descartes, a crença “penso, logo existo” é uma certeza que nenhuma dúvida pode abalar, mas porquê?

 

“E tendo notado que nada há no eu penso, logo existo, que me garanta que digo a verdade, a não ser que vejo muito claramente que, para pensar, é preciso existir, julguei que podia admitir como regra geral que é verdadeiro tudo aquilo que concebemos muito claramente e muito distintamente, havendo apenas alguma dificuldade em notar bem quais são as coisas que concebemos distintamente.”

DESCARTES, RENÉ, Discurso do Método, 1637, Trad. Newton de Macedo, p.28-29.

 

“Que não poderíamos duvidar sem existir, e que isso é o primeiro conhecimento certo que se pode adquirir.

Enquanto rejeitamos deste modo tudo aquilo de que podemos duvidar, e que fingimos mesmo que é falso, supomos facilmente que não há Deus, nem céu, nem terra, e que não temos corpo; mas não poderíamos igualmente supor que não existimos, enquanto duvidamos da verdade de todas estas coisas: porque temos tanta repugnância em conceber que aquele que pensa não existe verdadeiramente ao mesmo tempo que pensa que, não obstante todas as mais extravagantes suposições, não poderíamos impedir-nos de crer que esta conclusão PENSO, LOGO EXISTO é verdadeira e, por conseguinte, a primeira e a mais certa que se apresenta aquele que conduz os seus pensamentos por ordem.”

DESCARTES, RENÉ, Princípios da Filosofia, 2005, Porto, Areal Editores, p. 59.

 

From → Descartes

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