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Ethos, Pathos e Logos

by em Março 18, 2012

Finalmente, é necessário sublinhar o papel fundamental que desempenha, em todo o conjunto, a articulação dos 3 elementos destacados por Aristóteles como eixos centrais da Retórica, o Logos, o Pathos e o Ethos. O sucesso de qualquer argumentação depende sempre do modo como o discurso do orador (Logos) tem em conta as disposições e características do auditório (Pathos) e consegue interferir com eles, mas também depende da maneira como o orador revela ou expõe os seus traços de carácter mais pertinentes (Ethos). Não se trata aqui de privilegiar o Ethos, o Pathos ou o Logos, mas de descobrir a sua complementaridade, que consiste numa articulação complexa.

Se nos colocarmos na perspectiva do orador, é a vontade de agradar, de persuadir, de seduzir, de convencer que se impõe como determinante, pouco importando se tal se faz através de belos discursos ou de argumentos racionais.

Se encararmos a perspectiva do auditório, o que conta é sobretudo a descodificação das intenções e, assim, o carácter do orador, a inferência que se pode fazer a partir do que é enunciado literalmente.

A terceira perspectiva, do próprio médium, a linguagem ou a imagem, em suma, a mensagem. Aqui o que conta são as marcas do implícito sugerido, o sentido linguístico e as condições pragmáticas da sua ocorrência, os tipos de discurso utilizados, a narração, o texto ou o argumentado.

CARRILHO, Manuel Maria, História da Retórica, Temas e Debates, Lisboa, 2002, pág 54

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