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A Pobreza e a Obrigação de Ajudar

by em Dezembro 3, 2011

A perspectiva oposta – a de que, se ninguém contribuir voluntariamente, o governo partirá do princípio de que os seus cidadãos não aprovam a ajuda internacional e reduzirá, em consequência, o seu programa – é mais razoável. Em todo o caso, a não ser que haja uma probabilidade concreta de que, pela recusa de dar, estaremos a contribuir para um aumento de ajuda governamental, recusar dar a título pessoal, é um mal. (…)

Isto não significa que a contribuição individual seja suficiente. Não tenho dúvidas de que deveríamos fazer uma campanha a favor de padrões inteiramente novos tanto para a ajuda internacional pública como para a privada. Devíamos também fazer pressão no sentido de acordos comerciais mais justos entre países ricos e pobres e de um menor domínio das economias dos países pobres por parte das empresas multinacionais mais interessadas em obter lucros para os seus accionistas nos países de origem do que em proporcionar alimentos aos pobres locais. Talvez seja mais importante ser politicamente activo no interesse dos pobres que contribuir para eles directamente – mas por que não fazer as duas coisas?

Peter Singer, Ética Prática, 2ª Edição, Gradiva, Lisboa, 2002, págs. 263-264.

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