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Definições básicas de lógica

by em Dezembro 8, 2010

Frase: frase é uma sequência de palavras que podemos usar para fazer uma asserção ou uma pergunta, fazer uma ameaça, dar uma ordem, exprimir um desejo, etc. As frases podem ser declarativas, interrogativas, exclamativas, prescritivas, promessas, etc.

Proposição: proposição é o pensamento que uma frase declarativa exprime literalmente, e que nós podemos considerar verdadeiro ou falso, isto é, só estamos perante uma proposição quando podemos saber qual o seu valor de verdade.

Valor de verdade: Apenas as proposições (pensamento expresso pelas frases declarativas) têm um valor de verdade. O valor de verdade de uma proposição é a verdade ou falsidade dessa proposição. A frase «o nada gosta de pipocas» é uma frase declarativa, contudo, não exprime uma proposição porque não tem valor de verdade – ela é absurda (sem sentido).

Argumento: conjunto de proposições com as quais se pretende justificar ou defender uma delas: a conclusão, com base na outra ou outras proposições: as premissas. A conclusão é a proposição que se pretende provar; a premissa (ou premissas) é (são) a(s) que se usa(m) para provar a conclusão.

Para que um conjunto de frases constitua um argumento tem de haver entre elas uma certa relação, de tal modo que uma, e só uma, se apresente como conclusão e que todas as outras sirvam como razões para obter essa conclusão. Às frases, ou afirmações, que oferecemos como razões chamamos «premissas», podendo haver uma ou mais premissas num argumento; à afirmação que daí obtemos, fazendo apelo às premissas, chamamos, como se viu, «conclusão».

Indicadores de premissa e de conclusão

Por vezes, usamos certas palavras com o objectivo de indicar que a frase seguinte é uma conclusão ou uma premissa. Os indicadores ajudam-nos a identificar melhor os elementos dos argumentos. Mas nem sempre se usam estes termos e nem sempre estes termos indicam premissas e conclusões.

Ex. de indicadores de premissa: porque, pois, dado que, visto que, devido a, a razão é que, admitindo que, sabendo-se que, supondo-se que

– Não temos livre-arbítrio porque tudo é determinado.

– Porque tudo é determinado, não temos livre-arbítrio.

– Supondo que tudo é determinado, não temos livre-arbítrio.

Ex. de indicadores de conclusão: logo, portanto, por isso, por conseguinte, implica que, daí que, segue-se que, pode inferir-se que, consequentemente

– Tudo é determinado, logo, não temos livre-arbítrio.

– De tudo ser determinado, segue-se que não temos livre-arbítrio.

– Tudo é determinado; consequentemente, não temos livre-arbítrio.

Entimema: é um argumento em que uma ou mais premissas não foram explicitamente apresentadas.

As pessoas não apresentam sempre os seus argumentos de forma clara. E também não prestam muita atenção ao uso dos indicadores de premissa/conclusão. Isso torna necessário saber interpretar os textos, para identificar e reconstruir os argumentos nele presentes.

Ex.:Platão era grego.

Logo, não era egípcio.

Tal como está, não se apresenta qualquer ligação explícita entre a conclusão e a premissa – isto é, a premissa não dá qualquer razão explícita para aceitar a conclusão. Falta a este argumento a premissa: “Nenhum grego é egípcio”. Assim, reescrevendo o argumento, temos que:

Nenhum grego é egípcio.

Platão era grego.

Logo, não era egípcio.

Agora as premissas ligam-se de tal modo que fornecem boas razoes para sustentar a conclusão. O argumento original era um entimema.

Fonte

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